domingo, 18 de outubro de 2026
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
POEMAS - 005 - LUA
A Lua e o Sol não se dão bem.
Raramente partilham o mesmo céu.
Raramente partilham o mesmo céu.
O que os terá separado?
Esse é um grande mistério.
Outro mistério é o monstro que come a Lua.
Vai comendo, pouco a pouco, até deixar só uma frágil casca de luz.
Depois, para de comer.
Talvez esteja saciado ou talvez, por sabedoria, não queira acabar com ela.
Ela regenera-se, volta a ser grande, redonda, luzidia e o ciclo recomeça.
No céu há muitos mistérios, mas também muitos padrões.
Parece que tudo obedece a regras antigas e precisas.
Um dia, seremos capazes de compreender essas regras.
Esse é um grande mistério.
Outro mistério é o monstro que come a Lua.
Vai comendo, pouco a pouco, até deixar só uma frágil casca de luz.
Depois, para de comer.
Talvez esteja saciado ou talvez, por sabedoria, não queira acabar com ela.
Ela regenera-se, volta a ser grande, redonda, luzidia e o ciclo recomeça.
No céu há muitos mistérios, mas também muitos padrões.
Parece que tudo obedece a regras antigas e precisas.
Um dia, seremos capazes de compreender essas regras.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
POEMAS - 004 - INSPIRAÇÃO
Vejo linhas errantes e obscuras.
Linhas retas e curvas movem-se em busca de uma forma.
Fecho os olhos para as ver melhor.
Lá estão elas… Uma, mais fina, fechou-se e formou uma circunferência.
Ali ao lado, dois segmentos de reta chamaram outro, e os três criaram um triângulo escaleno.
Um vasto grupo de linhas paralelas cruzou-se com outro semelhante e plantaram losangos no plano.
Fecho mais os olhos e surgem outras formas, que se vão combinando de modo harmonioso.
O quadrado espreita atrás do círculo e o retângulo vai-se entendendo com a elipse.
Depois vêm as sombras e as cores.
Tudo ganha profundidade e vida.
É tempo de abrir os olhos e de me sentar ao estirador.
Tenho muito que desenhar.
Linhas retas e curvas movem-se em busca de uma forma.
Fecho os olhos para as ver melhor.
Lá estão elas… Uma, mais fina, fechou-se e formou uma circunferência.
Ali ao lado, dois segmentos de reta chamaram outro, e os três criaram um triângulo escaleno.
Um vasto grupo de linhas paralelas cruzou-se com outro semelhante e plantaram losangos no plano.
Fecho mais os olhos e surgem outras formas, que se vão combinando de modo harmonioso.
O quadrado espreita atrás do círculo e o retângulo vai-se entendendo com a elipse.
Depois vêm as sombras e as cores.
Tudo ganha profundidade e vida.
É tempo de abrir os olhos e de me sentar ao estirador.
Tenho muito que desenhar.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
POEMAS - OO3 - LÁ EM CIMA...
Ela saiu para a noite morna, limpa e serena.
O céu, cravejado de estrelas brilhantes, convidava à contemplação.
Milhões de pontos de luz, talvez a iluminar e a aquecer milhões de mundos.
Imaginou lugares onde a vida acabava de nascer.
Formas simples, frágeis, ainda sem consciência do milagre que eram.
Noutros, a vida já se teria calado há muito, restando apenas o pó das memórias.
E nalguns poucos, pensou, haveria seres que olham o céu e perguntam:
Estaremos sozinhos neste cosmos imenso?
Com esse pensamento, sorriu, e voltou para dentro.
Lá em cima, na varanda de um outro mundo, eu olhava as mesmas estrelas.
Imaginava que alguém lá em cima partilhava as mesmas dúvidas e desejos.
Depois, recolhi-me também.
Peguei em papel e caneta e fui escrever.
quinta-feira, 21 de agosto de 2025
POEMAS - 002 - MEMÓRIAS DENSAS
Quando
te recordo,
não me lembro de ti.
Não te vejo.
O teu rosto esfuma-se
na neblina da memória.
Que bloqueio é este
que não me deixa matar saudades
numa imagem mental?
Talvez seja uma defesa da alma
que me incentiva a correr para ti.
E eu corro…
corro, corro como um louco…
Quem sabe?
Talvez te encontre.
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