Gosto de ver o pôr do sol.
A cidade vai mudando de cor.
Primeiro os tons dourados,
depois vem o cinzento sombrio,
mas é por pouco tempo.
A cidade que desfalece, quase morre,
ilumina-se de repente.
Morre o dia e nasce a noite.
A noite é aquilo que deve ser.
Navios fantasma navegam de bar em bar.
Nascem amores, eclodem ciúmes.
Por ruas escuras escorre a solidão
amarga e cruel na letra de um fado.
Mais tarde ou mais cedo, a lua que reina,
rende-se à madrugada.
Primeiro os tons dourados,
depois vem o sol...
Gosto do sol e gosto da cidade...

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